quarta-feira, 23 de julho de 2008

Terça Comunista

Depois de um café da manhã reforçado fomos malhar na academia do hotel - casal saudável!
Almoçamos no Saccy (lugarzinho simpático no Largo da Ordem) onde um prato deu pra duas pessoas e pagamos baratinho. Então andamos até o café Express, proximo à praça da UFPR, para encontrar a Liana, que me levou numas lojinhas de roupa diferentes, mas muito caras, como ela mesma ja havia mensionado. Comprei só uma regata listrada bonitinha e meu orçamento me expulsou da loja antes que eu fizesse alguma besteira maior.
De volta no hotel, já estamos quase na metade da revistinha de Cripto que compramos, na Tv nunca tem nada que preste, tentamos assistir um filme, mas todoas eram horrorosos.
Foi quando me dei conta que minha câmera fotográfica sumiu! SUMIU!!! Desespero... procurei, procurei, mas não tá em lugar nenhum. Começei a ligar pros taxis que pegamos, vou ligar no restaurante de fondue e ver se nao pode ter ficado no mercadoque fomos ontem a noite, mas o pior é achar que podem ter pegado aqui no hotel mesmo. =/
Enfim, fomos ao Soviet sem câmera e por isso esse poste não terá fotos.
O Soviet é um bar temático russo especializado em Vodkas. No cardápio são ofertados 50 rótulos de vodka, divididos em “Aperitivo” (as mais comuns), “Favorizadas” (as com sabor) e “Premium” (as top de linha, lê-se CARAS PRA CARALHO). Destaque para as comidinhas típicas divididas em entrada, sanduíches e pratos principais. O lugar é sensacional cheio de detalhes que fazem a gente ficar observando horas, como, por exemplo, a parede de acrílico branca iluminada por trás, que fica atrás do bar, cheia de guarrafas de vodka de tudo quanto é tipo. Lindo de se ver. Um fator engraçado são os garçons que tem bordado no uniforme a frase: I ♥ Vodka.

Inaugurado em abril de 2007 o Bar Soviet, specializado em vodkas, trouxe a Cuitiba os ares da Rússia. O lugar é fruto de pesquisas realizadas em Londres e Paris, pelos empresários Elsie e Gustavo Haas e o sócio Douglas Ravaglio, trazendo para a capital paranaense uma tendência mundial, de proporcionar um ambiente dedicado à tradicional bebida russa.

Um legítimo uniforme do exército russo e um painel da revolução comunista com vários homens executando trabalhos braçais que diz “beba hoje, trabalhe amanhã” são duas curiosidades do Soviet. Um painel indica a temperatura da bebida, conservada, geralmente, em 20 graus negativos. Para completar o clima “russo”, o ambiente foi formulado para passar a sensação de gelado, o que explica a utilização de aço galvanizado dentro e fora do lugar.

A capacidade total é para 200 pessoas e se divide em deck externo e dois andares internos. Na gastronomia, Marcos Ravaglio harmoniza substâncias diversas com vodka, é claro

terça-feira, 22 de julho de 2008

Segunda gastronomica

A primeira noite no hotel novo foi mais barulhenta do que no nosso minúsculo Terrazas. Em compensação o café da manhã é melhor, os aposentos maiores e os serviços mais variados. Acordamos as 9h, nos empanturramos e dormimos novamente no conforto das cobertas sulistas até o meio dia. Optamos por um restaurante regional com pratos típicos daqui, porém, o restaurante estava fechado e nós no meio da rua. Fomos atrás de qualquer comidinha que desse pra matar a fome que só ia aumentando.
Não foi difícil. Oito passos mais a frente achamos um restaurante transado com uma promoção de almoço executivo (E que almoço executivo!): Couvert + torradas com queijo e bacon e tomate + salada de alface com palmito e tomate + fettuccine com carne de carneiro e pedimos um suco de maracujá. Quando o Dimi olhou pra trás e viu a Choppeira da Stella Atrois logo se arrependeu do suco, mas tomou mesmo assim e se contentou em pedir o chopp depois do almoço. Aí resolvemos que seria ótima idéia guardar o Couvert para acompanhar a bebida e ficamos lá defendendo-o dos Garçons que queriam a todo custo levar embora achando que não o queríamos.

Definitivamente achei o meu lugar preferido da Cidade: O calçadão Largo da Ordem, onde tem cafés, barzinhos, um sebo lindo e cheio de LPs baratos, uma pequena livraria voltada pras artes em geral (incluindo a culinária), espaços culturais, restaurantes e pequenas atrações turisticas. Um lugar lindo e interessante. Além disso tem um bar que ja nos foi muito indicado: O bar do Alemão que iremos em outro dia da viagem. Achei ali uma lojinha asiática com montes de móveis bonitos em materiais paquistaneses e tibetanos, incensos e objetos de decoração-místicos, mas o interessante mesmo foram os chás que encontrei! Mates de vários sabores e latinhas sedutoras, dava vontade de comprar todos. Saí feliz da lojinha com minha lata de chá de baunilha com pêssego que pretendo experimentar logo em breve!

A noite, estávamos apenas nós dois e decidimos ir a uma casa de fondue chamada Le Réchaud. Já chamou a atenção desde a descida do táxi, se destacando em meio à discreta Rua Julia Wanderley (que nem o taxista conhecia direito). Por fora, os tijolos com cara de demolição e, ao mesmo tempo uma construção imponente num vermelho telha atraem os olhos. Por dentro um clima sofisticado e romântico (como toda a casa de fondue deve ser). São 17 tipos: de queijo, carne, peixe, bacalhau, camarão, frango, verdura e legumes, chocolate, caramelo e mais alguns que me fogem da memória agora. Pedimos um rodízio que englobava quase tudo e fomos muito felizes com essa escolha!!! O couvert ,delicioso, era um queijinho quente com ervas finas, alho, azeite de oliva e especiarias servido com torradas e mais uma variedade de pãezinhos. Vinho Carmenére do Concha Y Toro para acompanhar e voltamos para o hotel empanturrados! Mas lá não há apenas fondues, também serve crepes, batatas suíças, raclettes, e uma lista de pratos especiais. Javali ao molho de vinho, vitela com risoto de raddichio, filé mignon ao fungi, confit de pato, faisão ao molho tinto, salmão recheado com mousse de ervas e risoto de camarão.
O fondue não é uma refeição, é uma confraternização. As pessoas se reúnem em torno de uma pequena panela cheia de óleo borbulhante e são felizes. O fondue de carne é mais alegre do que o de queijo. Neste a panela fica cheia de queijo derretido quente no qual você mergulha pedaços de pão, enquanto que no de carne você deixa os pedaços de filé fritando no óleo, espetados na ponta de garfos compridos, e os garfos ficam ali em divertido congresso dentro do óleo, cada um esperando o seu dono vir pegá-lo, pegar o garfo errado e ouvir os protestos gerais, deixar cair a carne e depois tentar pescá-la no fundo da panela - enfim, não há compostura que resista. Recomenda-se o fondue para jantares formais que logo ficam informais, para conferências de cúpulas entre o Oriente e o Ocidente e para casais brigados que querem fazer as pazes. Neste caso é preciso haver um firme desejo de paz, senão pode dar confusão com os garfinhos, outra briga e cuidado com o óleo fervendo!

by Luis Fernando Veríssimo

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Sábado e Domingo







Primeiro final de semana em Curitiba:




Sábado fomos almoçar numa feirinha gastronômica que oferece comida de várias nacionalidades e algumas regionais. Na dúvida entre a comida peruana e a italana, ficamos com a indiana.
Foi um prato bem abrasileirado, mas muito gostoso, de arroz com ervilha, lasanha de beringela, batatas gratinadas com molho indiano e uma espécie de pastel assado que váriava de recheio (escolhi um de ervilha picante e o Dimitri preferiu um de tomate). E a bebida típica era o Lassi: Suco de maracujá com iogurte, água de rosas e cardamomo. Ainda acompanhava uma saladinha de folhas e manga e um molhinho agredoce de abacaxi com especiarias. Hmmm...

Então resolvemos voltar para o hotel a pé para conhecer melhor a cidade e caminhar pela Rua das Flores novamente. Foram cinco horas de caminhada num solzinho bem agradável em calçadões, lojas e praças. Descobrimos uma feirinha de artesanato que lembrava um pouco a Feira da Torre de TV, só que mais organizada e coberta. Compramos uns Bottons bonitinhos e um cinto de 5,00, uma pichincha!! Também conseguimos num preço bem em conta uma absolute de pessêgo e um Obikawa pinotage. (Nossas mais novas aquisições)

Chegamos triturados no hotel, mas nada que uma dormidinha no fim da tarde não resolvesse.
A noite, jantamos novamente no Mafalda e fomos na Gata.
Foi um dia bem gostoso, apesar de cansativo.
No dia seguinte acordamos tarde como se deve fazer nas férias! Arrumamos as malas e ficamos esperando a Liana nos buscar. Almoçamos feijoada na casa dela, especialidade de sua Mãe que sempre faz panelas e mais panelas pelo menos uma vez por ano, e tivemos a sorte de estar aqui! A casa da Liana é toda bonita e bem projetada com duas salas grandes e uma cozinha no meio que tem livre acesso pra cada uma delas, perfeito pra festinhas. E conheci os peixes do áquario dela, e os que nasceram a 2 dias e estão no berçário separados pros grandes não comê-los. São quase transparentes... um mini corpinho com dois olhinhos pretos. Depois de um pratão de feijoada com farofa, couve e arroz ainda me veio uma sobremesa irresistível que me fez ficar mais lerda e preguiçosa ainda.
Fomo no Bosque do Papa, demos uma voltas e sentamos no barzinho que logo começou a tocar uma banda de Blues fantástica!!
(Bosque João Paulo II , inaugurado em 1980, logo após a visita do papa João Paulo II (1920-2005), a Curitiba. O Bosque do Papa, como é mais conhecido, envolve uma área de 48 mil m², onde existia uma antiga fábrica de velas. É cortado pelo rio Belém e inclui uma reserva de mata atlântica, com mais de 300 araucárias. Um ambiente agradável acolhe os visitantes do Bosque.)

Então, vencendo a preguiça e acoados com o comecinho do frio, acabamos indo para o novo hotel para nos estalarmos. Agora estamos no Rochelle, bem perto da onde estávamos, mas bem melhor e pelo mesmo preço. Depois de uma sonequinha demos uma volta pelos arredores procurando um lugar para comer. Achamos uma mega-padaria bem interessante (e cara), um mercado 24h com o incrível nome de Mercadorama e, finalmente o lugar que paramos pra comer - barrando todos os nomes hilários da cidade, e isso inclui um bairro chamado Ahú - o Auau (óbviamente uma lanchonete de cachorro-quente).
Enfim, voltamos para o Hotel com um obikawa nos esperando.

sábado, 19 de julho de 2008

Sexta - Segundo dia de Curitiba




Hoje resolvemos comprar um guia da cidade na banca. Depois de escolhermos um retaurante típico italiano, animamos e fomos andando pelas ruas em busca de um taxi. Só conseguia pensar que Brasília é um lugar abençoado que tem um ponto de táxi em cada quadra. Caminhamos cerca de 1 hora rumo ao restaurante e finalmente achamos um ponto de taxi numa pracinha já dentro do bairro Batel. Mas toda a caminhada valeu a pena.
O restaurante que fomos chama Villa Marcolini e foge das típicas comidas cantineiras com combinações inusitadas. A faixa de preço gira em torno de R$30,00 a R$70,00 de acordo com a excentricidade de cada prato. De couvert, além de manteiga, molho frio de tomate e pasta de azeitona preta para comer com pãezinhos e sticks, há também uma abobrinha grelhada servida fria, super bem temperada e depois colocada em alguma espécie de conserva enrolada em torno de fios de óvos. Depois, uma entrada extremamente saborosa, polenta cremosa com molho de funghi!! Por mim ficava comendo as entradinhas e parava por aí mesmo.. ainda bem que não foi bem isso que aconteceu. Para o prato principal pedi um torteloni de abóbora com amêndoas caramelas e biscoito de amareto, um prato bastante adocicado e com sabor de canela, muito interessante. O Dimi foi de conchignolli de salmão com molho de queijo massaponi, tomates frescos e camarão. Bebemos também um vinho muito gostoso que lembra baunilha, o Leonardo da uva Tripanillo. Orgia Gastonomica!!!

Caminhamos ali em volta no Batel até chegarmos à praça do Japão. O lugar, construído em homenagem ao País e aos imigrantes japoneses que moram em Curitiba, possui um portal de entrada, uma casa ao estilo oriental com uma biblioteca repleta de literatura EM JAPONÊS, um adorável jardim e uma mini cascata com cárpas! Encantador ter um refúgio desse no meio da cidade.

Decidimos voltar de ônibus. Algo interessante de ressaltar é que aqui as paradas são um pouco diferentes do comum: São tubos transparentes e um pouquinho elevados do chão com a entada e a saída fechadas por catracas. Então o cobrador, ao invés de ficar em cada ônibus fica em cada "tubinho transparente". O bom é que se chover e você estiver esperando o ônibus não vai se molhar, mesmo se ela estiver caindo na diagonal! Também não tem mendigos dormindo nas paradas (e nem índios com risco d serem queimados). E por último, e mais importante, se você descer numa parada errada, não precisa pagar de novo pra pegar outro ônibus.

saímos com a Liana e o Rafa, namorado dela, a noite. Passamos em três bares diferentes conhecendo a noite de Curitiba.
Primeiro fomos no Pudim onde comi um croquete de camarão muito bom e ainda tinha vários outros petiscos interessantes como bolinho de siri e empada de palmito com queijo.
Em seguida passamos no Chinasky, um bar com temática rock, paredes cheias de posters de bandas divertidas, uma TV que passa shows a noite toda e ambiente agradável.
E finalmente fomos num bar chamado A Gata, um bar tosco tipo Meu Bar só que fechado e que tinha uma mesas de sinuca (que não jogamos). Ficamos lá bem pouco , mas foi um lugar muito bom também. Uma saída bem movimentada!!

E agora, vamos ver o que o sábado nos reserva.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Reconhecendo o território

A primeira coisa que qualquer pessoa que deseja visitar essa cidade precisa saber é que o aeroporto de Curitiba não fica em Curitiba, mas sim em São José dos Pinhais que fica a 14 quilômetros da capital paranaense.
Em alguns momentos lembra Brasília com várias partes arborizadas na cidade e canteiros coloridos.


Chegamos e logo fomos procurar aonde almoçar, quase 3 horas da tarde a maior parte dos restaurantes que encontramos num shopping aqui perto do hotel (indicação dos funcionários) já estava fechando. O bom disso é que precisamos andar pela vizinhança e acabamos conhecendo as redondezas. Encontramos lojinhas interessante, percebemos a lógica do bairro, achamos lugares bonitinhos como a praça da UFPR e a Rua das flores sem muitos problemas. E a solução do almoço acabou sendo o mais globalizado mesmo: Subway. É, a comida paranaense fica pra próxima. Muitas próximas, eu espero!
A Praça da UFPR (foto) é linda e muito agradável com todos os seus banquinhos, algumas estátuas históricas e ataque em bando de pombos, afinal, onde há estatuas histrórias há pombos em bandos.

A noite a Liana, amiga do Dimi de algum tempo, nos levou a um lugar muito charmoso, o Mafalda. Com a decoração colorida, á meia-luz e meio surreal, juntando móveis antigos e modernosos é um lugar aconchegante, caloroso e inspirador. A comida me surpreendeu com várias opções diferentes no cardápio, fugindo das misturas de sempre. O atendimento, apesar de um pouco demorado devido ao número de pessoas que lotava o lugar, foi muito atencioso. Até ganhamos uma caipiroska de morango que fizeram a mais por engano, porque o garçom simpatizou com a nossa mesa, como ele disse.
Depois de um Choconhaque bem servido, comi um nhoque com tomate seco, rúcula, camarão e chilli e o Dimi pediu um Dog Alemão (foto), espécie de cachorro quente no pão francês com salsicha alemã, mostarda Djon e Chucrute, para beber Irish coffee e Mint Chococoffee. Tudo delicioso!!
E até na hora de ir embora nos cativaram mais uma vez com o acompanhamento da conta: uma tirinha da Mafalda pra cada um em um prato de jujuba. Muito fofo!

Não posso, é claro, deixar de comentar sobre a companhia muito agradável da Liana, pessoa divertida que acabo de conhecer!